Libera-me

Um paradoxo momentâneo
De felicididade, êxtase, numa lágrima errónea.
Vida de prazeres reais,
Súbdita crueldade, por mim e por ti
Nas mãos calejadas de indiferenças
De suspiros nocturnos, noctívagos, distantes.

Um tudo por um nada, um nós.
Uma conjunção, uma primeira pessoa plural.
Translúcido na noite olvida. A vida.
Saltos de gigantes memoráveis
Com palavras de sonhos primordiais;
O esquecimento.

A espera dilacerada
Da saudade que vem exorbitante.
Um grito adormecido nas ruas diamantinas
De um coração fatigado de amor.
E pelo momento parcialmente cismático,
A criação superou o criador.

10/02/2008
Ruben (Magykeiser)


About this entry


0 comentários: